A Avícola Villalobos, um dos conglomerados de negócios mais importantes da América Central, expressou o desejo de uma pronta recuperação a Aguilar, mas disse não estar envolvida de maneira alguma no incidente. Aguilar informou ao CPJ que sua cobertura sobre a delinqüência poderia ter motivado o ataque.
O Ministro do Interior, Carlos Vielmann, declarou ao CPJ que os investigadores ainda não determinaram o motivo. Vielmann disse que a polícia local investigou a cena do crime e entrevistou vários familiares do jornalista. Acrescentou que o ataque parece não ser um roubo, e que o trabalho de Aguilar está sendo considerado um possível motivo.
Aguilar afirmou que dois motociclistas o seguiram desde sua casa até uma esquina onde, habitualmente, se reúne com amigos para correr pela manhã. Disse que um dos agressores o agarrou pelos cabelos, colocou a mão em sua boca e disse “isto é para calá-lo”. Em seguida, o agressor efetuou o disparo que feriu o jornalista na boca e na mão usada por Aguilar em um movimento defensivo. Aguilar assegurou que não conhecia os agressores.
Aguilar foi conduzido ao Hospital Herrera Llerandi. Foi submetido a uma cirurgia re-construtiva da face, mandíbula e língua. Atualmente, Aguilar está em uma unidade de cuidados intensivos e aguarda uma segunda operação de seus ferimentos na boca, que será realizada amanhã.
O CPJ é uma organização independente, sem fins lucrativos, sediada em Nova York, que se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo.

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