Testemunhas oculares citadas pelo diário La República, de Lima, disseram que os agressores abriram fogo contra Miguel Pérez Julca quando o jornalista e sua família estavam próximos da casa deles em Jaén, localizada no noroeste do Peru, antes de fugirem em uma moto. A esposa de Pérez, Nelly Guevara, ficou ferida no ataque.
Pérez apresentava o programa de rádio “El Informativo del Pueblo” (O Boletim do Povo) na Radio Éxitos, estação sediada em Jaén. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas está investigando para determinar se o assassinato está relacionado ao trabalho de Pérez. O profissional, de 38 anos, havia coberto crimes locais e alegações de corrupção governamental.
Este assassinato foi o primeiro envolvendo um jornalista peruano desde a morte de dois radialistas em 2004, Alberto Rivera, em Pucallpa, e Antonio de La Torre Echeandía, em Yungay.
“Nós estamos entristecidos pela morte de Miguel Pérez Julca e apresentamos nossas condolências a sua família e amigos”, disse o Diretor Executivo do CPJ, Joel Simon. “Nós apelamos às autoridades para que investiguem completamente o brutal assassinato deste jornalista que cobria criminalidade e corrupção, e os urgimos a levar os responsáveis à justiça”.

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