Noriega, que trabalhava para a estação local de rádio Estelar, para o Canal 9 de televisão e como correspondente da emissora nacional Radio América de San Juan Pueblo, situada 350 quilômetros ao norte da capital, Tegucigalpa, foi assassinato a tiros logo após deixar os estúdios por volta das 17h00, disse ao CPJ o porta-voz da polícia, César Wilfredo Ardón. Noriega ficou gravemente feriado ao ser atingido 11 vezes e faleceu quando era transportado a um hospital local, assinalou Ardón.
Noriega cobria noticiário geral, de acordo com as informações da imprensa. A polícia está investigando o caso, mas ainda não têm suspeitos. Os investigadores consideram o trabalho jornalístico de Noriega como um possível motivo, afirmou Ardón.
A crise política desencadeada pela derrubada do Presidente Manuel Zelaya em 29 de junho afetou seriamente o clima de liberdade de imprensa no país, embora os informes iniciais não tenham vinculado este assassinato ao conflito, de acordo com a emissora hondurenha Radio América.
Noriega é o segundo repórter assassinado este ano em Honduras. Em 31 de março, pistoleiros não identificados mataram Rafael Munguía Ortiz na ciudade de San Pedro Sula, no norte do país. Munguía, correspondente local da Radio Cadena Voces, cobria violência e crime organizado, segundo as pesquisas do CPJ. Não foi registrada nenhuma prisão relacionada a este caso.

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