Rojas, repórter e cinegrafista da estação comunitária Supía TV, radicada no departamento [estado] de Caldas, saiu dos estúdios da emissora por volta das 18h00 após receber uma dica sobre uma reportagem não especificada, segundo as informações da imprensa e entrevistas do CPJ. Pouco tempo depois, as autoridades encontraram seu corpo com quatro ferimentos de bala em uma estrada que liga Caldas ao departamento vizinho de Antioquia, noticiou a imprensa colombiana e internacional. Testemunhas disseram ter ouvido Rojas discutindo com vários indivíduos não identificados antes de escutarem os tiros. Os investigadores encontraram a motocicleta do repórter, com as chaves ainda no contato, próximo ao local do crime, informou o jornal regional La Patria.
Rojas, de 52 anos, trabalhou como jornalista
em Supía por mais de três décadas, disseram seus colegas. Também havia
trabalhado para a emissora regional Cable
Unión e colaborava ocasionalmente com jornais locais, de acordo com a
imprensa colombiana. Juan Carlos Raborda, diretor da Supía TV, explicou que Rojas cobria noticiário esportivo e social,
e não informava sobre assuntos sensíveis, segundo o La Patria. A polícia e os familiares do repórter disseram que ele
não havia recebido nenhuma ameaça, informou a agência espanhola de notícias
As autoridades estão investigando o
assassinato, segundo reportagens da imprensa colombiana. O prefeito de Supía, Germán Ovidio Tobón, disse que
os investigadores acreditam que o homicídio esteja vinculado à vida pessoal de
Rojas, noticiou o jornal El Tiempo.
As autoridades colombianas ofereceram uma recompensa de 15 milhões de pesos
(US$ 7.100).
“Ainda que o número de jornalistas
assassinados tenha diminuído nos últimos cinco anos na Colômbia, o homicídio de
Diego de Jesús Rojas Velázquez é um lembrete das condições de vulnerabilidade
na qual trabalham os jornalistas do interior”, declarou Carlos Lauría,
coordenador sênior do Programa das Américas do CPJ. “Instamos as autoridades colombianas a conduzirem uma investigação
exaustiva e a determinarem se a morte de Rojas está relacionada ao seu trabalho
como jornalista”.
Em um relatório recente, Crimes sem Castigo 2009, o CPJ apurou que o número de assassinatos de
jornalistas havia diminuído. No entanto,
historicamente a Colômbia tem sido um dos países onde mais jornalistas foram
mortos por seu trabalho. Embora o governo considere esta queda como fruto da política de segurança, a
pesquisa do CPJ demonstra que a existência de uma autocensura generalizada
converteu a imprensa em um alvo menos visado.
Um
jornalista colombiano foi morto em decorrência de seu trabalho no início deste
ano. Em 24 de abril, um
indivíduo não identificado, que se fez passar por mensageiro, entrou na casa de
José Everardo Aguilar, no departamento de Cauca, e o
assassinou a tiros. Aguilar, de 72 anos, era correspondente da Radio Super no município de Patía e
apresentava um programa de notícias na emissora de rádio comunitária Bolívar Estéreo. Ele era conhecido por
suas fortes críticas à corrupção e aos vínculos entre políticos locais e
paramilitares de direita. Em julho, a Polícia Nacional da Colômbia prendeu
Arley Manquillo Rivera, conhecido como “El Huracán” (O Furacão), em conexão com
a morte de Aguilar.

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