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Repórter Guatemalteco ameaçado após investigar corrupção

Nova York, 9 de fevereiro de 2011 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está preocupado com a segurança do jornalista Oscar de León, que recebeu várias ameaças de morte e teve a sua van atingida por disparos no município de Quetzaltenango, segundo informações da imprensa e entrevistas do CPJ. León, correspondente da emissora privada de televisão de alcance nacional Guatevisión, disse que recebeu ameaças depois de ter investigado um caso de suposta corrupção policial.

"As autoridades policiais guatemaltecas devem realizar uma investigação minuciosa sobre as ameaças contra Oscar de León, e proporcionar a proteção que ele necessita", declarou Carlos Lauría, coordenador sênior do programa das Américas do CPJ. "Os jornalistas na Guatemala devem ser capazes de informar sobre corrupção nos meios oficiais sem temer por sua segurança".

León explicou que tem recebido telefonemas e mensagens de texto ameaçadoras desde 13 de janeiro. E disse ao CPJ na terça-feira que as mensagens com intimidações, que vêm de números bloqueados ou não registrados, fazem referência ao seu trabalho e incluíam ameaças a membros de sua família.

Em 29 de janeiro, agressores não identificados dispararam três vezes contra ao veículo de León quando ele e familiares se dirigiam para casa. Ninguém ficou ferido e somente um dos tiros atingiu de raspão a van que León costuma usar para trabalhar, informou.

León acredita que os tiros e as ameaças estão relacionados com a sua investigação sobre denúncias de corrupção contra o chefe da polícia responsável pelo trânsito no município, Manuel Adolfo Blanco. O jornal El Quetzalteco, de Quetzaltenango, citou Blanco, que negou as acusações de corrupção.  O contrato de Blanco com a polícia de trânsito, que venceu em 31 de janeiro, não foi renovado, segundo informou a imprensa local.

Em primeiro de fevereiro, Haroldo Sánchez, diretor da Guatevisión, anunciou publicamente que a emissora responsabilizará Blanco por qualquer dano sofrido por León, segundo informaram o repórter e o grupo de local de imprensa CERIGUA. León ressaltou que pretende pedir proteção às autoridades nacionais. "Não confio na polícia local para me proteger", disse ao CPJ. 

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