Notícias   |   México

México: Quarto jornalista morto em Veracruz em dois meses

Também disponível em English, Español

Cidade do México, 14 de junho de 2012 - O corpo do jornalista mexicano Víctor Manuel Báez Chino foi encontrado hoje em Xalapa, capital do estado de Veracruz. Ele é o quarto jornalista assassinado em Veracruz nos últimos dois meses.

O corpo de Báez foi localizado na manhã de hoje perto da praça principal de Xalapa, de acordo com as informações da imprensa. Em uma coletiva de imprensa televisionada, a porta-voz do estado, Gina Domínguez, afirmou que as autoridades receberam informações de que três pessoas armadas sequestraram o jornalista às 23h30 de quarta-feira. Báez era editor da seção de polícia da edição estadual digital do jornal de circulação nacional Milenio e editor do site Reporteros Policiacos, que também realiza a cobertura de crimes, segundo o Milenio. 

Na conferência de imprensa, Domíngues indicou que um grupo do crime organizado é responsável pelo assassinato. Após a coletiva, a Procuradora Geral da República, Maristela Morales, disse a repórteres que havia enviado uma equipe federal para averiguar o homicídio, acrescentando que apurariam o possível envolvimento de funcionários estaduais, entre outras linhas de investigação. Nenhum dos funcionários divulgou mais detalhes sobre um possível motivo.

Veracruz, que é um campo de batalha para os cartéis de Sinaloa e Los Zetas, é um dos estados mexicanos mais perigosos para a imprensa, segundo a pesquisa do CPJ. Sete jornalistas e um ex-jornalista, todos setoristas na área policial ou política, foram assassinados em circunstâncias obscuras desde o ano passado. Não ocorreram prisões em nenhum dos casos. Vários repórteres que cobrem estas editorias, e que pediram para permanecer anônimos por temor a represálias, informaram ao CPJ que fugiram de Veracruz para outras partes do país.

"Estamos indignados pelo assassinato de Víctor Manuel Báez Chino e a incessante violência  contra a imprensa no México, particularmente no estado de Veracruz", afirmou em Nova York o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon. "É vergonhoso que quase todos os crimes fiquem impunes. As autoridades mexicanas devem pôr fim a esta crise, processar os assassinos de jornalistas e garantir que os profissionais possam exercer seu ofício sem temer por suas vidas".

Publicado

Gostou deste artigo? Apóie nosso trabalho