Américas

2014

Ataques contra a imprensa   |   Brasil

Violência e censura judicial desfiguram o horizonte do Brasil

Violência e censura judicial desfiguram o horizonte do Brasil

A preocupação do governo brasileiro com a segurança de um
Jornalista norte-americano contrasta com um sombrio
desempenho protegendo seus próprios jornalistas. Por Carlos Lauría

Manifestantes entram em confrontocom a polícia de choque durante um protesto no Rio de Janeiro, em 17 de junho de 2013, contra os bilhões de dólares gastos na preparação para a Copa do Mundo de futebol e contra um aumento das tarifas de transporte público. (AFP / Tasso Marcelo).

fevereiro 12, 2014 1:55 AM ET

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Ataques contra a imprensa   |   Estados Unidos

NSA coloca os jornalistas sob uma nuvem de suspeitas

A capacidade dos governos para armazenar dados transacionais e o
conteúdo das comunicações representa uma ameaça única para
jornalismo na era digital. Por Geoffrey King

O Centro de dados da Agência de Segurança Nacional dos EUA em Bluffdale, Utah, tem pelo menos 100 mil metros quadrados de depósitos de dados mais avançados. (Reuters).

fevereiro 12, 2014 1:54 AM ET

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Ataques contra a imprensa   |   China, Estados Unidos

Como a espionagem dos Estados Unidos fortalece o controle da China

O escopo da vigilância digital da Agência Nacional de Segurança
levanta dúvidas sobre o compromisso dos EUA para
a liberdade de expressão online. Por Joel Simon

Manifestantes marcham em frente ao Capitólio dos EUA, em Washington, em 26 de outubro de 2013 para exigir que o Congresso investigue os programas de vigilância em massa da NSA. (AP / Jose Luis Magana).

fevereiro 12, 2014 1:53 AM ET

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Ataques contra a imprensa   |   Venezuela

Ataque à Imprensa em 2013: Venezuela

Um clima de incerteza e tensão cercou a morte do presidente Hugo Chávez após sua luta contra o câncer e a eleição de seu sucessor escolhido a dedo, Nicolás Maduro. A cobertura dos dois acontecimentos resultou em agressões generalizadas e assédio a jornalistas. A campanha do governo contra a emissora crítica Globovisión continuou com a oitava penalização contra a rede de TV em oito anos, desta vez relativa a uma reportagem que questionava a legalidade de adiar a posse do Chávez, então doente. Depois de anos de perseguição, o proprietário da emissora vendeu a companhia para empresários que segundo rumores têm laços estreitos com o governo, e a estação depois disso mudou seu tom editorial. Numa ato que os críticos descreveram como inconstitucional, Maduro assinou um decreto criando o Centro Estratégico de Segurança e Proteção da Pátria, ou CESPPA, que ele disse que iria proteger o país de ameaças externas. Mas jornalistas e grupos da liberdade de imprensa disseram que isso deu amplos poderes ao Estado, que seriam usados ​​para intimidar e censurar a mídia. Seu governo também visou jornalistaswebsites e provedores de internet, em uma tentativa de suprimir as sombrias notícias econômicas do país. O governo também cumpriu suas ameaças de longa data e oficialmente retirou-se da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, um pilar do sistema de direitos humanos da Organização dos Estados Americanos.

fevereiro 12, 2014 1:32 AM ET

Ataques contra a imprensa   |   Peru

Ataque à Imprensa em 2013: Peru

O clima de liberdade de imprensa no Peru continuou igual ao de 2012, com repórteres sendo alvo de violência e processos por difamação por artigos sobre a corrupção local. Embora nenhum jornalista tenha sido preso, dois foram condenados por difamação e receberam penas de prisão condicional. Um projeto de lei que elimina penas de prisão por difamação está parado no Congresso desde meados de 2011. Jornalistas que cobriam os protestos generalizados quanto aos trabalhos de mineração no norte do Peru, foram alvo de violência e intimidação por todos os lados no conflito. Jornalistas e agências de notícias que relatavam sobre a corrupção e o crime organizado também foram alvo de atentados não fatais. Um jornalista foi morto em circunstâncias obscuras. O CPJ continua investigando se o assassinato foi relacionado ao trabalho. Assassinatos anteriores de jornalistas continuaram sem solução, e o Ministério Público recorreu da absolvição no ano passado do ex-prefeito da cidade de Coronel Portillo, relativa ao assassinato em 2004 do radialista Alberto Rivera Fernandez. Grupos de direitos humanos e jornalistas levantaram dúvidas sobre as implicações de um projeto de lei que criminaliza a negação de crimes de terrorismo, uma lei de cibercrime que criminaliza algumas manifestações pela Internet, e a intenção do principal jornal diário do país de comprar uma organização jornalística que resultou na aquisição de 78 por cento do mercado jornalístico.

fevereiro 12, 2014 1:29 AM ET

Ataques contra a imprensa   |   México

Ataque à Imprensa em 2013: México

A liberdade de imprensa no México, apesar do novo presidente, continuou em clima de perigo. Embora o presidente Enrique Peña Nieto tenha aprovado uma medida adotada no final do mandato de Felipe Calderón que amplia a jurisdição das autoridades federais para investigar crimes contra a liberdade de expressão, a procuradoria especial oficial encarregada de cuidar de tais casos  ficou protelando o exercício de suas novas incumbências. Finalmente, em agosto, o procurador pegou oficialmente seu primeiro caso, embora não tenha acusado ou processado ninguém por assassinato de jornalista no último ano. Enquanto isso, a imprensa continuou a ser violentamente visada durante as batalhas entre traficantes e policiais e militares pelo país. Os meios de comunicação foram atacados, organizações pela liberdade de imprensa ameaçadas, e repórteres sequestrados. Pelo menos três jornalistas foram mortos em 2013 sob circunstâncias obscuras. Diante de tal violência, os meios de comunicação em regiões controladas pelos traficantes apelaram para a autocensura. Seguindo os passos de outros meios sitiados, o jornal Zócalo de Saltillo, publicou um editorial avisando que não mais cobriria o crime organizado, com o fim de proteger seu pessoal. A cidade do México, há muito tempo considerada um refúgio da violência que ocorre no resto do país, viu-se invadida pelo rime organizado. Quatro jornalistas que cobriam os protestos contra a reforma educacional foram encarcerados, e dois deles ficaram detidos por cinco dias antes de serem soltos após pagamento de uma fiança exorbitante, segundo reportagens. Analistas da mídia aplaudiram o projeto de lei de comunicações, que iria aumentar a competição e aumentar a disponibilidade de propriedade dos meios de comunicação audiovisuais.

fevereiro 12, 2014 1:26 AM ET

Ataques contra a imprensa   |   Honduras

Ataque à Imprensa em 2013: Honduras

A imprensa hondurenha continuou a enfrentar violência e intimidação enquanto o país lutava com o crime e ilegalidade generalizados. Jornalistas que cobriam temas sensíveis, como tráfico de drogas, corrupção do governo, e conflitos de terra, foram ameaçados e agredidos. Um conhecido apresentador de debates radiofônicos, Aníbal Barrow, foi sequestrado de seu carro e foi encontrado morto semanas depois. As autoridades disseram que estavam determinando se a morte estava relacionada ao trabalho do jornalista. Mas o clima de impunidade persiste em Honduras, com alegações de policiais envolvidos em corrupção e em formação de esquadrões da morte. Também vieram à tona alegações de jornalistas envolvidos em extorsão. Evitou-se um impasse entre as principais organizações da mídia do país e o presidente Porfirio Lobo sobre uma proposta de lei de telecomunicações, quando as partes concordaram que a imprensa iria regular o seu próprio conteúdo. O candidato do partido do governo, Juan Orlando Hernández, foi declarado vencedor nas eleições presidenciais, mas a segunda colocada, Xiomara Reyes de Castro, impugnou os resultados, trazendo à tona novamente a intensa polarização existente desde a deposição de seu marido num golpe de Estado em 2009.

fevereiro 12, 2014 1:23 AM ET

Ataques contra a imprensa   |   Guatemala

Ataque à Imprensa em 2013: Guatemala

Os jornalistas que cobriam temas delicados, como crime e corrupção, enfrentaram um aumento do clima de intimidação e violência em 2013. Um jornalista foi morto em circunstâncias pouco claras. O CPJ continua investigando para determinar se a morte estava relacionada ao trabalho. Outro jornalista sobreviveu a uma tentativa de assassinato, e o proprietário, funcionários e website do diário elPeriódico, que é conhecido por suas investigações sobre a corrupção no governo, foram repetidamente alvos de ameaças, intimidações e ataques. O país acompanhou de perto o dramático julgamento do general José Efraín Ríos Montt, o ex-líder militar da Guatemala, em alegações de violações dos direitos humanos durante parte da guerra civil que durou décadas no país, quando a liberdade de imprensa foi severamente restringida. Sua condenação histórica foi anulada, e o futuro do caso era incerto, com Rios Montt estando em prisão domiciliar. O escritório privado na cidade da Guatemala do relator especial sobre o direito à liberdade de opinião e expressão, Frank La Rue, foi arrombado em circunstâncias pouco claras. O grupo local de liberdade de imprensa CERIGUA documentou ao menos 54 casos de ataques contra a imprensa em 2013, muitos dos quais estavam concentrados no Departamento da Guatemala, onde a capital está situada. À luz das crescentes violações contra a imprensa, o governo anunciou a criação de um mecanismo de proteção para jornalistas que foram ameaçados.

fevereiro 12, 2014 1:20 AM ET

Ataques contra a imprensa   |   Estados Unidos

Ataque à Imprensa em 2013: Estados Unidos

A liberdade de imprensa nos Estados Unidos se deteriorou drasticamente em 2013, segundo um relatório especial do CPJ. A política da administração Obama de processar funcionários que vazam informações confidenciais à imprensa intensificou-se com a condenação de Chelsea Manning (então conhecida como cabo Bradley Manning) a 35 anos de prisão e indiciamento do consultor da NSA, Edward Snowden. Como parte de suas investigações sobre vazamentos anteriores, o Departamento de Justiça revelou que tinha secretamente intimado os registros telefônicos de quase duas dezenas de linhas telefônicas da Associated Press e os e-mails e registros telefônicos do repórter James Rosen, da Fox News. Os dois casos, e a linguagem usada na intimação de Rosen, que sugeria que o jornalista poderia ser criminalmente acusado de receber as informações, provocou críticas generalizadas. A reação resultou na elaboração de revisão das diretrizes do Departamento de Justiça sobre intimações à imprensa e um novo debate no Senado sobre uma lei de proteção federal que daria aos jornalistas maior proteção para suas fontes. À medida que o debate avançava no Senado, um tribunal federal de apelações rejeitou o recurso do repórter James Risen, do New York Times, em seu prolongado empenho para proteger uma fonte confidencial, criando um possível conflito no Supremo Tribunal Federal. O vazamento de Snowden de uma quantidade ainda desconhecida de informações confidenciais sobre os programas secretos de vigilância provocou um clamor nacional e internacional e, depois de um relatório sobre as comunicações da Al- Jazeera supostamente terem sido espionadas, fez com que os jornalistas temessem ainda mais por suas fontes. O sigilo em torno dos programas de vigilância repercutiu como uma generalizada falta de transparência e abertura entre as agências governamentais, onde, apesar da promessa do presidente Barack Obama de que iria chefiar o governo mais aberto na história, as autoridades rotineiramente se recusaram a falar com a imprensa ou aprovar os pedidos pela lei de Acesso a Informações. Os jornalistas se sentiram limitados ao cobrir julgamentos relacionados com a segurança nacional, em casos de alegado terrorismo na Baía de Guantánamo e na corte marcial de Manning, na Virgínia.

fevereiro 12, 2014 1:17 AM ET
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