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Colombia

2007



Nova York, 24 de outubro de 2007—Os jornalistas colombianos Hollman Morris e Geovanny Álvarez Castro abandonaram o país na semana passada, depois de receberem ameaças de morte vinculadas ao seu trabalho. Hoje, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) instou as autoridades colombianas a realizarem uma pronta investigação e a assegurarem que os dois jornalistas possam regressar à Colômbia e lá trabalhar com segurança.

Nova York, 3 de outubro de 2007—O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está preocupado com os comentários feitos na terça-feira pelo Presidente Álvaro Uribe Vélez quepoderiam colocar em risco o jornalista colombiano Gonzalo Guillén.

Uribe chamou as estações nacionais de rádio Caracol e RCN para negar imputações recentes que o vinculavam com o falecido narcotraficante Pablo Escobar. As acusações foram feitas pela amante de Escobar, Virginia Vallejo, em seu novo livro Amando Pablo, odiando Escobar. Uribe declarou que Guillén, correspondente do jornal El Nuevo Herald, de Miami, havia colaborado com Vallejo na redação do livro publicado em setembro.

Nova York, 5 de setembro de 2007 – O jornalista colombiano Javier Darío Arroyave morreu apunhalado esta manhã em Cartago, cidade do departamento de Valle del Cauca, no oeste do país. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está investigando possíveis vínculos entre o assassinato e o trabalho jornalístico de Arroyave.

Arroyave, diretor de notícias da estação de rádio Ondas Del Valle de Cartago e apresentador do programa noticioso “¿Cómo les parece?", foi encontrado esta manhã em sua casa na cidade de Cartago, segundo informações da imprensa local. O jornalista de 41 anos havia sido apunhalado nesta madrugada, disse ao CPJ o coronel Armando Burbano, da polícia de Cartago. Embora seu laptop tenha desaparecido, não havia sinais indicando que a entrada havia sido forçada, informou a repórteres locais o coronel Ricardo Restrepo, comandante da polícia do Valle del Cauca.

Nova York, 25 de maio de 2007—O rádio-jornalista colombiano Rodrigo Callejas foi forçado a fugir de sua casa, na província oeste de Tolima, após receber ameaças de morte de um suposto comandante guerrilheiro. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas apela hoje às autoridades colombianas para que providenciem a proteção necessária que permita a Callejas trabalhar sem medo de represálias.

Callejas, apresentador do programa de notícias diário “Debate 5” na estação de rádio local Fresno Estéreo, disse ao CPJ que deixou Fresno, cidade a 142 da capital provincial de Ibagué, depois de receber dois telefonemas ameaçadores de um homem que se identificou como comandante de um subgrupo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), de esquerda. De acordo com Callejas, o autor da ligação o advertiu para “parar de mexer com seu pessoal” se o jornalista não quisesse morrer. Mais tarde, o autor do telefonema disse a Callejas que ele havia sido seguido e que não deveria permitir que a polícia rastreasse sua ligação, informou o jornalista ao CPJ.
Nova York, 15 de maio de 2007—O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) fez um apelo às autoridades colombianas, hoje, para que investiguem em profundidade a interceptação ilegal das linhas de telefone de jornalistas. O governo reconheceu na segunda-feira que a polícia nacional havia escutado, ilicitamente, as conversas telefônicas de funcionários públicos, integrantes da oposição e de jornalistas.

“Estamos muito preocupados pela suposta interceptação ilegal dos telefones de jornalistas em um momento tão crucial para a política colombiana”, declarou o Diretor Executivo do CPJ, Joel Simon. “O medo da vigilância pode ter um efeito negativo na imprensa colombiana, que já trabalha em um ambiente de autocensura generalizada”.
Nova York, 27 de março de 2007 – O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está alarmado com as ameaças de morte efetuadas contra o jornalista colombiano Germán Hernández, que se viu obrigado a abandonar a sua casa, e por um suposto complô para assassinar o jornalista Darío Arizmendi, que fugiu do país este mês.

“Estamos muito preocupados pelas ameaças de morte contra nosso colega Germán Hernández, assim como com a aparente conspiração para assassinar Darío Arizmendi” assinalou o Diretor Executivo do CPJ, Joel Simon. “Instamos as autoridades colombianas a investigarem rigorosamente ambos os casos, a proporcionar a proteção necessária para que os jornalistas possam continuar com seu trabalho, e a levar todos os responsáveis à justiça”.
Nova York —22 de fevereiro de 2007 – Pistoleiros não identificados efetuaram disparos no exterior dos escritórios do jornal quinzenal La Razón, de Cali, e feriram três pessoas. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está investigando se o incidente foi um ataque contra o editor do periódico, Édgar Buitrago Rico, que havia recebido ameaças de morte.

Na terça-feira, por volta de 15h45, dois homens armados se aproximaram dos escritórios do La Razón, na cidade de Cali, situada 440 quilômetros a sudoeste de Bogotá, informou Buitrago ao CPJ. Um dos agressores atacou o guarda-costas de Buitrago, Adolfo Alape, enquanto o segundo tentava entrar no edifício do jornal. Segundo Buitrago, Alape sacou sua arma e ocorreu uma troca de tiros antes que os agressores escapassem. Alape ficou ferido em uma das mãos, enquanto um funcionário do jornal e um transeunte tiveram ferimentos leves nas pernas. Buitrago estava em seu escritório durante o tiroteio.

Nova York, 8 de fevereiro de 2008—O jornalista colombiano José Joaquín Chávez foi obrigado a abandonar sua casa em Anzoátegui, no Departamento de Tolima, região central do país, após receber ameaças de morte de supostos membros de um grupo guerrilheiro de esquerda.

Chávez, diretor da rádio comunitária Acción Estéreo, sediada em Anzoátegui, e correspondente da rádio regional La Voz del Tolima, abandonou sua residência na madrugada de quinta-feira, segundo informou ao CPJ. Chávez explicou que havia recebido repetidas ameaças, em seu telefone celular e na estação de rádio, de supostos membros do movimento guerrilheiro de esquerda mais conhecido da Colômbia, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Nova York, 30 de janeiro de 2007 – O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está preocupado com a ordem judicial que impede o diário colombiano El Heraldo, após a divulgação de uma matéria onde alega que uma empresa de Barranquilla tem vínculos com as forças paramilitares, de publicar novos artigos sobre o tema.

Em 21 de janeiro, o jornal publicou uma matéria investigativa conjunta com a organização não governamental Protranparencia alegando que havia vínculos entre a empresa privada Métodos y Sistemas e os paramilitares. A empresa, que havia sido contratada pelo governo de Barranquilla para arrecadar impostos, interpôs imediatamente uma ação judicial argumentando que a matéria havia prejudicado sua reputação e o seu direito constitucional à informação “imparcial e verdadeira” segundo o El Tempo, diário sediado em Bogotá.

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