Go »
  Go »

Honduras


Nova York, 23 de maio de 2013 - As autoridades hondurenhas devem investigar completamente o ataque de segunda-feira contra dois jornalistas na cidade de La Ceiba, no norte do país, afirmou hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Nova York, 10 de abril de 2013 - Homens não identificados aparentemente abriram fogo contra uma jornalista de TV hondurenha cujo trabalho incluiu a cobertura de um conflito de terras, segundo as informações da imprensa. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas insta as autoridades a realizarem uma investigação completa e diligente que leve a prisões no caso do ataque à jornalista Fidelina Sandoval, que não ficou ferida.

Jornalistas que cobrem questões sensíveis como tráfico de drogas, corrupção no governo e conflitos de terras frequentemente enfrentam ameaças e ataques em uma nação tão dominada pela violência e pela impunidade que se tornou um dos lugares com maior risco de assassinato no mundo. O sequestro e assassinato de Ángel Alfredo Villatoro, um dos jornalistas mais conhecidos do país e amigo do presidente Porfirio Lobo, foi manchete durante semanas e levou a manifestações em todo o país contra a violência direcionada à imprensa. As autoridades não identificaram o motivo, mas acusaram três pessoas pelo homicídio. Refletindo a profunda polarização que se seguiu ao golpe de 2009 apoiado pelos militares, ataques a repórteres vistos como simpatizantes do presidente deposto Manuel Zelaya, atraíram menor atenção e ação do governo. A pesquisa do CPJ mostrou que as autoridades têm sido lentas e negligentes na investigação de numerosos casos de assassinato de jornalistas e outros crimes contra a imprensa desde o golpe de 2009 e, inclusive, tentaram minimizar a extensão da violência. A imprecisão nas investigações - o CPJ constatou que as autoridades frequentemente deixavam de ouvir testemunhas ou coletar evidências - tornou difícil determinar os motivos em muitos dos casos. Enquanto o Senado dos Estados Unidos declarou que deveria ser suspensa qualquer ajuda para Honduras devido às supostas violações de direitos humanos cometidas pela polícia, o Departamento de Estado anunciou a criação de um Grupo de Trabalho Bilateral de Direitos Humanos para ajudar o governo hondurenho na investigação dos homicídios de jornalistas.

Jornalistas hondurenhos foram alvo no passado. Em 2011, repórteres se reuniram para protestar contra os ataques aos seus colegas. (Reuters/Danny Ramirez)

Nova York, 6 de agosto de 2012 - As autoridades hondurenhas devem investigar imediatamente o ataque contra a casa de um radialista no estado de Yoro, disse hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). José Encarnación Chinchilla López, correspondente da Rádio Cadena Voces na cidade de El Progreso, disse a repórteres que tinha certeza que era o alvo do atentado, segundo as informações da imprensa.

Ángel Alfredo Villatoro (AP/HRN Radio)

Nova York, 16 de maio de 2012 - O corpo do jornalista de rádio hondurenho Ángel Alfredo Villatoro foi encontrado terça-feira em Tegucigalpa, capital do país, de acordo com a imprensa. Villatoro havia sido sequestrado de seu carro na manhã de 9 de maio.

"Lamentamos a morte do jornalista Ángel Villatoro e enviamos nossas condolências aos seus familiares, amigos e colegas", disse o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon. "As autoridades hondurenhas devem realizar uma investigação completa e levar os responsáveis à justiça. O ciclo letal de violência contra os jornalistas e a impunidade para estes crimes está colocando em risco a liberdade de expressão em Honduras".

Nova York, 10 de maio de 2012 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas está muito preocupado com a recente onda de violência e intimidação contra a imprensa em Honduras, incluindo o sequestro de um jornalista que trabalha em rádio e dois ataques contra repórteres de televisão.

A imprensa hondurenha continuou sofrendo as violentas consequências do golpe de 2009, que derrubou Manuel Zelaya. Quatro jornalistas de rádio e televisão foram assassinados em 2011 em circunstâncias obscuras. O CPJ está investigando os crimes para determinar se houve relação entre as mortes e a profissão das vítimas. Um clima generalizado de violência e impunidade fez do país um dos mais perigosos da região. A postura do governo sobre os assassinatos de jornalistas piorou a situação. As autoridades minimizaram os crimes e têm se mostrados lentas e negligentes na perseguição aos culpados. Nenhum progresso foi relatado na solução dos assassinatos de três jornalistas mortos em represália direta por seu trabalho em 2010, como revela a pesquisa do CPJ. A Comissão de Verdade e Reconciliação, composta por representantes hondurenhos e internacionais, apresentou seu aguardado relatório sobre a derrubada de Zelaya liderada pelo Exército. A comissão qualificou a tomada do poder em 2009 como um golpe de Estado--uma decisão que causou polêmica em alguns setores hondurenhos--mas também acusou Zelaya de inadequadamente ignorar a decisão da Corte Suprema de Justiça sobre os limites de seu mandato presidencial. O relatório constatou várias violações sérias à liberdade de imprensa durante o golpe de Estado, incluindo a tortura de jornalistas e a ocupações de instalações de meios de comunicação.


Nova York, 18 de julho de 2011 - O jornalista Nery Geremías Orellana foi assassinado a tiros na quinta-feira do departamento [estado] de Lempira, perto da fronteira entre Honduras e El Salvador, noticiou a imprensa hondurenha. Orellana era gerente da emissora local Radio Joconguera e correspondente da emissora de orientação cristã Radio Progresso. Além disso, era membro ativo da Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP), organização formada em oposição ao golpe de Estado de 2009 em Honduras, declarou o grupo.

  Go »

Tamanho do texto
A   A   A
CONTATO

Américas

Coordenador sênior do Programa:
Carlos Lauría

Pesquisador Associado:
Sara Rafsky

clauria@cpj.org
SRafsky@cpj.org

Tel: 212-465-1004
Ramais 120, 146
Fax: 212-465-9568

330 7ª Avenida, 11 º andar
Nova York, NY, 10001 Estados Unidos

Categorias recentes