Nova York, 26 de abril de 2013 - As autoridades venezuelanas prenderam quarta-feira um cidadão norte-americano trabalhando em um documentário no país e o acusaram de instigar tumultos.

Nova York, 26 de abril de 2013 - As autoridades venezuelanas prenderam quarta-feira um cidadão norte-americano trabalhando em um documentário no país e o acusaram de instigar tumultos.
A poucos dias de sua reeleição, em outubro, o presidente Hugo Chávez Frías viajou a Cuba para se submeter a tratamento médico devido ao reaparecimento de um tipo não especificado de câncer, deixando o cenário político venezuelano em clima de incerteza no final de 2012. Chávez havia declarado durante a campanha que estava curado do câncer diagnosticado em 2011, ainda que os detalhes sobre seu estado de saúde fossem envoltos em mistério. No período que antecedeu as eleições, nas quais Chávez derrotou o candidato da oposição Henrique Capriles Radonsky, sua administração continuou a sistemática campanha contra os meios de comunicação críticos através do uso de legislação, ameaças, e medidas regulatórias, enquanto utilizava um ilimitado tempo de transmissão através de seu império de mídia estatal. A eleição intensificou o ambiente já polarizado: tanto jornalistas pró-governo quanto simpatizantes da oposição foram atacados enquanto cobriam os eventos da campanha eleitoral. A investida de Chávez contra a liberdade de imprensa se estendeu para além das fronteiras do país em 2012. A Venezuela fez parte de um bloco de países dentro da Organização dos Estados Americanos que trabalhou para desmantelar o sistema regional de proteção dos direitos humanos, incluindo a Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão. O governo também anunciou a sua retirada da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, o primeiro passo necessário para se desvincular dos dois organismos de direitos humanos da OEA.
Bogotá, 10 de janeiro de 2013 - As autoridades venezuelanas anunciaram na tarde de quarta-feira que iniciaram um processo administrativo contra um canal de televisão privado que havia transmitido informativos questionando a legalidade do adiamento da posse do presidente Hugo Chávez. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) insta o governo a abandonar imediatamente esta investigação politizada e a pôr fim à constante perseguição a Globovisión, o único canal crítico ao governo.
Nova York, 26 de março de 2012 - A decisão de um tribunal venezuelano proibindo a imprensa de noticiar sobre contaminação da água sem o uso de um informe técnico aprovado pelo governo é uma clara tentativa das autoridades de censurar informações críticas, afirmou hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Nova York, 6 de março de 2012--O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condena o ataque de domingo contra jornalistas da Globovisión que cobriam uma manifestação política da oposição na Venezuela que foi alvo de tiros. A rede de televisão informou que homens armados, que usavam camisetas vermelhas associadas aos partidários do presidente Hugo Chávez, ameaçaram jornalistas e roubaram seus equipamentos.
Em alguns países latino-americanos, meios de comunicação estatais são usados não apenas para propaganda, mas como plataformas para desacreditar críticos, incluindo jornalistas. Governos investiram na construção de redes multimídia para promover suas agendas. Por Carlos Lauría.
O governo do presidente Hugo Chávez Frías continua sua campanha sistemática para reprimir reportagens críticas por vias regulatórias, judiciais e legislativas. O órgão regulador de telecomunicações multou a Globovisión, única emissora de televisão crítica do país, em mais de US$2 milhões por sua cobertura dos letais motins em prisões em junho e julho. O órgão regulador invocou a Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão, uma das medidas mais restritivas da região. O Ministério Público instaurou processos criminais contra dois executivos de um semanário crítico referente a um artigo satírico e uma fotomontagem que mostravam mulheres do alto escalão do governo atuando em um "cabaré" dirigido por Chávez. O jornal foi fechado por um breve período, e um executivo permaneceu preso por quase três meses. O governo de Chávez usou sua ampla estrutura de meios de comunicações estatais para difundir propaganda política e realizar campanhas de difamação contra seus críticos. A declaração de Chávez de que médicos cubanos encontraram e removeram um tumor cancerígeno alimentou especulações sobre o futuro político do país, uma vez que as eleições de outubro de 2012 se aproximam. As informações oficiais sobre o estado de saúde do presidente foram escassas e tratadas como se fosse um segredo de Estado.
Nova York, 30 de agosto de 2011 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está preocupado com as ações penais ainda pendentes contra dois executivos do jornal venezuelano 6to Poder, mas saúda a decisão da uma juíza que permite que a publicação do semanário seja retomada. Há uma semana, o proprietário e a diretora do periódico foram acusados de instigação pública ao ódio, insulto a funcionário público e ofensa pública em razão de gênero.