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Venezuela


Nova York, 30 de agosto de 2011 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está preocupado com as ações penais ainda pendentes contra dois executivos do jornal venezuelano 6to Poder, mas saúda a decisão da uma juíza que permite que a publicação do semanário seja retomada. Há uma semana, o proprietário e a diretora do periódico foram acusados de instigação pública ao ódio, insulto a funcionário público e ofensa pública em razão de gênero.

Nova York, 24 de agosto de 2006--O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condena o fechamento do jornal venezuelano 6to Poder depois que, na segunda-feira, uma juíza ordenou a proibição de sua distribuição. O proprietário e a diretora do semanário foram acusados de instigação pública ao ódio, insulto a funcionário público e ofensa pública em razão de gênero, após o diário publicar um artigo de humor sobre funcionários do governo, segundo informou a imprensa local.

Nova York, 20 de maio de 2011 - Wilfred Iván Ojeda, colunista de jornal e político venezuelano, foi morto a tiros na terça-feira na cidade de La Victoria, estado de Aragua, segundo as informações da imprensa. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) instou as autoridades a realizar uma investigação completa e a processar todos os responsáveis.

Na América Latina, a volta da censura

O jornal venezuelano El Nacional deixa espaço em branco para uma imagem que o governo não permitiria. (Reuters/Jorge Silva)

Por Carlos Lauría

Como uma ilustre família de políticos no Estado do Maranhão no poder há mais de 40 anos, os Sarney estão acostumados a chegar a onde querem na vida pública brasileira. Assim, quando em junho de 2009 O Estado de S. Paulo, um dos principais jornais de circulação nacional, publicou denúncias que ligavam José Sarney, então presidente do Senado e ex-presidente do país, ao nepotismo e à corrupção, o clã político não ficou de braços cruzados. Os Sarney recorreram a um juiz em Brasília e conseguiram uma liminar contra O Estado, proibindo o jornal de publicar outras reportagens sobre as alegações. Dezoito meses depois, ao fim de 2010, a proibição continuava em vigor, apesar de críticas nacionais e internacionais.

Principais Acontecimentos
• Cresce a censura: RCTV novamente interditada, jornais impedidos de usar fotos de crimes.
• Novos regulamentos restringem conteúdo online, e estreitam o controle sobre licenças de radiodifusão.

Estatística em Destaque
1.300: horas de discursos presidenciais foram transmitidas entre 1999 e 2010.


Lançando mão de todas as ferramentas à disposição do poder, o presidente Hugo Chávez Frías deu continuidade à sua campanha agressiva para silenciar a imprensa crítica. Nos últimos dias do mandato da Assembleia Nacional, o governo de Chávez fez valer medidas para restringir o conteúdo divulgado na Internet e estreitar o controle sobre as licenças de radiodifusão. Contando com tribunais politizados, o governo impediu que dois jornais de grande circulação publicassem fotos da criminalidade e da violência no período que antecedeu as eleições legislativas em setembro. E, por meio de uma série de medidas regulatórias politicamente motivadas, o governo intimidou uma emissora crítica, a Globovisión, e tirou a RCTV Internacional do ar.

Chávez (AP)

Nova York, 21 de dezembro de 2010 - O presidente Hugo Chávez Frías deve vetar duas leis para regular a internet e as telecomunicações que poderiam promover uma maior censura e limitar seriamente a liberdade de expressão na Venezuela, afirmou hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas. Ambas as leis foram aprovadas na segunda-feira pela Assembleia Nacional.

Nova York, 14 de dezembro de 2010 - A Assembleia Nacional da Venezuela deve rejeitar reformas que provocariam uma séria deterioração da liberdade de expressão, afirmou hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). A Legislação que regularia conteúdos da internet e poderia deixar a rede Globovisión fora do ar será debatida esta semana pelo legislativo venezuelano.

Repórteres e editores da Etiópia, Rússia, Venezuela e Irã receberão o Prêmio Internacional da Liberdade de Imprensa. Aryeh Neier receberá o prêmio Burton Benjamin.

Em sentido horário, iniciando na esquerda superior, Márquez, Kebede, Davari, e Isayeva.

Nova York, 5 de outubro de 2010 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) homenageará corajosos jornalistas com o Prêmio Internacional da Liberdade de  Imprensa 2010 em uma cerimônia que será realizada em novembro. Dawit Kebede da Etiópía, Nadira Isayeva da Rússia, Laureano Márquez da Venezuela e Mohammad Davari do Irã arriscaram sua liberdade e segurança para relatar sua perspectiva sobre a realidade em seus respectivos países.

Notitarde/Jacinto Oliveros

Nova York, 23 de agosto de 2010 - O suposto autor intelectual do assassinato do jornalista venezuelano Orel Sambrano, ocorrido em 2009, foi preso na quina-feira na Colômbia e agora enfrenta possível extradição para a Venezuela, segundo informações da imprensa local e internacional.

Nova York, 18 de agosto de 2010--A sentença de um tribunal venezuelano que proíbe os meios de comunicação impressos de publicar imagens de violência é uma tentativa de censurar a cobertura informativa sobre a criminalidade nas semanas que antecedem as eleições legislativas de 26 de setembro, disse hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).
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