Go »

Blog


Por Sara Rafsky/ Pesquisadora Associada do Programa das Américas

(Courtesy of Diário Popular)

Um mês após seu colega Rodrigo Neto ser morto a tiros na rua depois de comer em uma popular barraca de churrasquinho, os jornalistas do Vale do Aço, no Brasil, ficaram indignados. Denunciando uma investigação lenta e a possibilidade de envolvimento da polícia no assassinato, eles colocaram faixas pretas nos seus pulsos em sinal de solidariedade, usaram camisetas com o seu nome, e tomaram as ruas para exigir justiça. Seis dias depois, Walgney Assis Carvalho, um fotógrafo que alegou ter informações sobre o crime, foi baleado duas vezes nas costas por um assassino mascarado quando se sentou em um pesque-pague. Os jornalistas do Vale do Aço ainda estão indignados, mas agora eles estão aterrorizados.

Jean-Paul Marthoz/Consultor Sênior do CPJ

O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos (à esquerda) e Aníbal Cavaco Silva, presidente de Portugal, em Lisboa, em 2009. (AFP / João Cortesão)

Os jornalistas portugueses estão cada vez mais preocupados com o crescente investimento e influência de Angola em seu país. Estimulados pelos petrodólares e diamantes, poderosos interesses angolanos lançaram-se em uma onda de compras em sua antiga potência colonizadora. O capital angolano investido em Portugal aumentou 35 vezes na última década, segundo as informações da imprensa. Em um processo muitas vezes descrito mordazmente em Lisboa como uma forma de "colonização inversa", os angolanos não estão apenas devorando porções significativas nas áreas bancária, de telecomunicações e empresas de energia de Portugal, como também investindo no setor de mídia.

Carlos Lauría, esquerda, e Mauri König encontram o presidente do STF brasileiro, Joaquim Barbosa, na quarta-feira como parte da missão do CPJ ao Brasil. (Supremo Tribunal Federal)

Carlos Lauría / Coordenador Sênior do Programa das Américas do CPJ

"Deixe-me em paz. Vai chafurdar no lixo" disse em um acesso de raiva o presidente do Supremo Tribunal Federal brasileiro, Joaquim Barbosa, a um repórter de um dos principais jornais nacionais, O Estado de São Paulo, que tentou lhe fazer uma pergunta na terça-feira em uma reunião do Conselho Nacional de Justiça em Brasília, capital do país. Atordoado pela reação de Barbosa, o jornalista exigiu uma explicação. "Você é um palhaço", foi a resposta que recebeu do presidente do mais alto tribunal do Brasil.

Mauri König/Blogueiro convidado do CPJ

São muitas e complexas as causas que têm levado o Brasil a se tornar perigoso para o exercício do jornalismo. Cito duas explicações possíveis para o aumento de mortes de jornalistas no país, onde sete jornalistas foram assassinados pelo trabalho ao longo dos últimos dois anos. Primeiro, a imprensa tem produzido mais reportagens investigativas sobre corrupção em governos e polícias, desmandos de políticos, crime organizado, violação de direitos humanos. As mortes de jornalistas ocorrem em represália a esse tipo de cobertura. A segunda explicação tem a ver com a impunidade. A falta de uma investigação rigorosa desses crimes cria entre os agressores a sensação de que não serão identificados e punidos.

Por Frank Smyth, Consultor sênior de segurança para jornalistas

O bairro da Rocinha, no Rio de Janeiro. Estes bairros, ou favelas, têm sido arriscados para os repórteres (AP/Felipe Dana)

As montanhas recortadas do Rio de Janeiro descem em direção ao Atlântico para um vale com clima ameno no qual surgem duas célebres praias.  Aqui é a cidade que deu ao mundo um novo e eclético ritmo musical com a Bossa Nova, a joia sul-americana que vai sediar os Jogos Olímpicos de verão em 2016. Entretanto, o Rio também tem sido palco de violência contra jornalistas, uma tendência novamente em ascensão em todo o país.

By Elisabeth Witchel/Consultora da Campanha contra a Impunidade do CPJ

O CPJ recebeu uma encorajadora carta da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, da representação permanente do Brasil junto às Nações Unidas, afirmando que o país apoia o Plano de Ação da ONU sobre Segurança de Jornalistas e a Questão da Impunidade, liderado pela UNESCO.

(Reuters/Hugo Correia)

A sequência de imagens mostra um policial agredindo a fotojornalista da Agência France-Press, Patricia de Melo Moreira, durante greve geral portuguesa realizada ontem em Lisboa, de acordo com a Reuters. As manifestações ocorrem em protesto contra as medidas de austeridade econômica. Várias fotografias tiradas por Patricia Melo podem ser vistas no site do Guardian.

  Go »

Tamanho do texto
A   A   A
CONTATO

Américas

Coordenador sênior do Programa:
Carlos Lauría

Pesquisador Associado:
Sara Rafsky

clauria@cpj.org
SRafsky@cpj.org

Tel: 212-465-1004
Ramais 120, 146
Fax: 212-465-9568

330 7ª Avenida, 11 º andar
Nova York, NY, 10001 Estados Unidos

Categorias recentes
subscreva
Blog Fonte Atom