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Venezuela liberta e deporta cineasta norte-americano

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Nova York, 5 de junho de 2013 - O cineasta norte-americano preso na Venezuela desde abril sob infundadas acusações de espionagem foi libertado e deportado do país, segundo informado hoje. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPH) saúda a liberação de Timothy Tracy Hallet, e insta as autoridades venezuelanas a permitir que todos os jornalistas possam trabalhar sem interferências.

"Embora estejamos aliviados que a provação de Timothy Hallet Tracy tenha chegado ao fim, sua prisão foi infundada desde o início", disse Carlos Lauría, coordenador sênior do programa das Américas do CPJ. "Tracy foi preso por seis semanas sem que as autoridades nunca tenham apresentado qualquer evidência séria, o que sugere oportunismo político em um momento volátil na Venezuela".

As autoridades libertaram Tracy da prisão e o colocaram em um avião com destino a Miami no início desta manhã, de acordo com reportagens da imprensa. O advogado do cineasta disse a repórteres que ele havia sido libertado devido à insuficiência de provas.

Tracy foi preso pela polícia no aeroporto internacional de Caracas em 24 de abril e acusado de envolvimento em um complô para desestabilizar o país em nome de uma agência de inteligência norte-americana não identificada. Tracy, produtor e consultor de cinema e televisão na Califórnia, estava filmando acontecimentos na Venezuela desde 2012, segundo as reportagens da imprensa.

As autoridades disseram que as provas contra Tracy incluíam um vídeo que mostra jovens fazendo piadas em uma sala escura. O ministro do Interior, Justiça e Paz venezuelano, Miguel Rodríguez Torres, também disse em uma coletiva de imprensa que uma busca no apartamento de Tracy resultou na apreensão de dezenas de vídeos e fotos que provariam o seu envolvimento em um complô.

Rodríguez disse a repórteres que Tracy havia sido expulso do país sob as ordens do presidente e reiterou as acusações contra o cineasta. Ele não forneceu mais detalhes.

A prisão de Tracy ocorreu em um momento de tensão elevada na Venezuela. O presidente Nicolás Maduro, que sucedeu o falecido Hugo Chávez após uma vitória apertada contra Capriles, acusou a oposição política de tentar orquestrar um golpe de Estado apoiado pelos EUA, segundo as informações da imprensa.

"Instamos as autoridades e o novo governo do presidente Maduro a criar um clima em que os jornalistas possam trabalhar livremente e para inverter a tendência de 14 anos sob o governo anterior, que viu uma erosão grave da liberdade de imprensa no país", disse Lauría.

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